Tecnologia da Informação: Commodity ou Ferramenta Estratégica
FERREIRA, Lucine Braz; RAMOS, Anatália Saraiva Martins Ramos.
Levanta as transformações ocorridas na sociedade com efeitos no ambiente e na estrutura dos negócios emergindo a TI como novo elemento capaz de oferecer maior rentabilidade às organizações. Nos níveis macro, setorial e no âmbito da firma, a TI emerge ora como commodity, ora como ferramenta estratégica. Se os benefícios da TI forem imediatos e de vida curta ela é encarada como um custo. Investimentos menos freqüentes e benefícios de longo prazo a TI estariam relacionada com as estratégias da empresa. A TI é definida como um resultado da adição da tecnologia com a informação, com infra-estrutura (hardware, software, telecomunicação, automação, recursos multimídia e recursos da organização de dados) e estratégia e informação (sistema de informação, serviços, negócios e relações complexas: coleta, uso, análise e utilização da informação). Expõem sua evolução em três eras. Do controle ou da automação com o administrador provendo o controle dos recursos funcionais; a era da arquitetura da informação com o administrador planejando a integração das funções e a era do alinhamento estratégico com o administrador definindo e permitindo seu uso potencializado. Evidencia três medidas de desempenho e valor da TI: a produtividade, valor do consumidor e desempenho dos negócios. Pondera que os investimentos em TI decorrem da necessidade de se adequar às exigências do mercado, com feeling do executivo visando, sobretudo maior rentabilidade, desempenho e satisfação dos clientes. Grupos de pensamento se dividem naqueles que dissociam a TI dos retornos obtidos revelando-a como um bem de valor de base e aquele que relaciona diretamente o uso da TI com os retornos alcançados. No primeiro grupo destacam-se as idéias de complexidade associada ao uso da TI como uso na comunicação com clientes fundamental para o desenvolvimento de novos produtos e na sua capacidade de comercialização e melhoria da qualidade de serviços. Aqui a TI aparece mais como um fator de produção, investimento obrigatório para continuidade do processo administrativo garantindo vantagem competitiva. Uma crítica é que a infra-estrutura da TI que se commoditizou não o seu ambiente. O grupo que se aproxima do pensamento quanto a TI ser muito mais uma ferramenta estratégica do que uma commodity, defende a deficiência apresentada na medição dos resultados quanto ao uso da TI. Não questionam o papel da TI no sucesso da organização, nas mais diversas áreas, mas levanta o fato de que os retornos dos investimentos podem ser muito maiores do que os mensurados. Colocam executivos da Gestão da TI no topo da estrutura organizacional. O problema levantado está nos indicadores inadequados usados na quantificação da qualidade, eficiência, eficácia, integração de processos da empresa, agilidade, compreensão, atendimento melhorado com clientes, fornecedores e processos operacionais, produtividade e eliminação ou redução de custos. Estes inapropriados fazem com que os números da avaliação do desempenho da TI percam força tornando-se irreais para a análise. Mesclando os dois pensamentos aparecem os que levantam a capacidade da TI na competitividade da organização no mercado, melhorando resultados numéricos e qualitativos. Descrevem-se forças competitivas alcançadas com o uso da TI, como redução de pessoal, tempo, facilidade de manuseio dos dados e informações, redução do estoque que acompanha os pedidos e o nível de satisfação dos clientes, redução de desperdícios, todos fortalecedores da lucratividade empresarial. A TI aparece como um elemento fundamental na análise da cadeia de valor transformando as atividades executadas e a natureza de suas ligações em busca da rentabilidade. Uma crítica de que os investimentos em TI nem sempre tem coerência com os resultados eleva a idéia de que a TI se apresenta como um valor estratégico, já que estes são diferentes de empresa para empresa. Mas como ser diferente se a TI é a mesma e está disponível para todos? Conclui que para os executivos se empenharem na direção da TI é importante ter conhecimento sobre os seus benefícios, o que exige uma avaliação constante quanto ao seu desempenho dentro das atividades organizacionais, tanto de ordem financeira como de não-financeira. Medir apenas o caráter financeiro da TI é incorreto e impreciso, devendo ser incorporado outros métodos de medição. A resposta a questão inicial é difícil face a deficiência de mensuração do desempenho da TI dentro da organização o que reforça é que independente de commodity ou estratégia a TI deve ser gerenciada inteligentemente e aproveitada ao máximo para inovar.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
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