domingo, 5 de julho de 2009

Análise das relações interdisciplinares das pesquisas científicas em SI

DIAS, Fernando Skackauskas. Análise das relações interdisciplinares das pesquisas científicas em sistemas de informação. Perspect. ciênc. inf., Belo Horizonte, v. 13, n. 1, Apr. 2008
Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/pci/v13n1/v13n1a13.pdf


O artigo descreve as relações interdisciplinares das pesquisas em Sistemas de Informação (SI), a partir de uma análise de 105 artigos publicados em periódicos internacionais no período entre 1985 e 2005 pelo Portal da Capes. O autor mapeou estas relações entre as técnicas e os métodos das pesquisas científicas em SI objetivando delinear as características, as forças e as variáveis que regem os mecanismos, o percurso histórico e as tendências metodológicas das diversas disciplinas. Apresentou primeiramente um gráfico contendo percentualmente as três grandes áreas do conhecimento, a Ciência da Informação (35%), a Ciência da Computação (17%) e a Ciência da Administração (48%).

Como resultado da análise, a Ciência da Informação foca na organização da informação, no usuário do sistema e no seu comportamento de busca. Neste caso, lidam com características cognitivas, percepção de valor da informação, seu uso e grau de satisfação. A outra perspectiva disciplinar, ligada a estrutura tecnológica e computacional, considera o SI suportado numa base computacional com tecnologia de telecomunicações para desenvolver tarefas. Nestas pesquisas as variáveis mais utilizadas são: tempo de acesso à informação, redes de processadores, apresentação da informação, organização das bases de dados, integração entre sistemas e manutenção e atualização de dados do sistema. Avaliando, nestes aspectos, a sua usabilidade na visão do usuário.

Já o maior percentual da pesquisa recai no desempenho organizacional relacionando SI em estrutura corporativas. Configura este resultado a interdependência do sucesso do SI nas estratégias competitivas. Estes sistemas dispõem informações para auditorias, análises financeiras e apoio estratégico, planejamento, segurança e integração tecnológica e de negócios, também considerando sua usabilidade pelo usuário. Outras variáveis isoladas complementam a análise.

O autor conclui que estas pesquisas tendem a acompanhar os ciclos de evolução tecnológica, impactos, produtividade, desempenho e em especial a usabilidade do SI. Tem também preocupações com custo benefício para justificar investimentos efetuados e que conforme surgem novas formas de representação há necessidade de se criar novas metodologias de análise. Alerta sobre as tendências de análises cognitivas e considera complexo pesquisar sobre informação, sistemas e interdisciplinaridade por ser levada em conta a perspectiva do pesquisador.

Pode-se perceber a usabilidade como variável repetitiva na avaliação dos sistemas no recorte apresentado. Partindo do fato de que um sistema é operado por usuários, é imprescindível que o mesmo seja dotado de interface compreensível e que atenda aos requisitos funcionais dos fatores cognitivos envolvidos. Outro aspecto remete-se a interdisciplinaridade do SI, pois apesar de que todo sistema é dotado de informações, estas representam áreas do conhecimento diverso e merecem atenção quanto suas funções no sistema em que se encontram. Para tanto, a taxonomia adequada possibilita o entendimento das mensagens e interação entre os sistemas.

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