Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/pci/v13n1/v13n1a13.pdf
O artigo descreve as relações interdisciplinares das pesquisas em Sistemas de Informação (SI), a partir de uma análise de 105 artigos publicados em periódicos internacionais no período entre 1985 e 2005 pelo Portal da Capes. O autor mapeou estas relações entre as técnicas e os métodos das pesquisas científicas em SI objetivando delinear as características, as forças e as variáveis que regem os mecanismos, o percurso histórico e as tendências metodológicas das diversas disciplinas. Apresentou primeiramente um gráfico contendo percentualmente as três grandes áreas do conhecimento, a Ciência da Informação (35%), a Ciência da Computação (17%) e a Ciência da Administração (48%).
Como resultado da análise, a Ciência da Informação foca na organização da informação, no usuário do sistema e no seu comportamento de busca. Neste caso, lidam com características cognitivas, percepção de valor da informação, seu uso e grau de satisfação. A outra perspectiva disciplinar, ligada a estrutura tecnológica e computacional, considera o SI suportado numa base computacional com tecnologia de telecomunicações para desenvolver tarefas. Nestas pesquisas as variáveis mais utilizadas são: tempo de acesso à informação, redes de processadores, apresentação da informação, organização das bases de dados, integração entre sistemas e manutenção e atualização de dados do sistema. Avaliando, nestes aspectos, a sua usabilidade na visão do usuário.
Já o maior percentual da pesquisa recai no desempenho organizacional relacionando SI em estrutura corporativas. Configura este resultado a interdependência do sucesso do SI nas estratégias competitivas. Estes sistemas dispõem informações para auditorias, análises financeiras e apoio estratégico, planejamento, segurança e integração tecnológica e de negócios, também considerando sua usabilidade pelo usuário. Outras variáveis isoladas complementam a análise.
O autor conclui que estas pesquisas tendem a acompanhar os ciclos de evolução tecnológica, impactos, produtividade, desempenho e em especial a usabilidade do SI. Tem também preocupações com custo benefício para justificar investimentos efetuados e que conforme surgem novas formas de representação há necessidade de se criar novas metodologias de análise. Alerta sobre as tendências de análises cognitivas e considera complexo pesquisar sobre informação, sistemas e interdisciplinaridade por ser levada em conta a perspectiva do pesquisador.
Pode-se perceber a usabilidade como variável repetitiva na avaliação dos sistemas no recorte apresentado. Partindo do fato de que um sistema é operado por usuários, é imprescindível que o mesmo seja dotado de interface compreensível e que atenda aos requisitos funcionais dos fatores cognitivos envolvidos. Outro aspecto remete-se a interdisciplinaridade do SI, pois apesar de que todo sistema é dotado de informações, estas representam áreas do conhecimento diverso e merecem atenção quanto suas funções no sistema em que se encontram. Para tanto, a taxonomia adequada possibilita o entendimento das mensagens e interação entre os sistemas.
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