terça-feira, 18 de agosto de 2009

A perda da “posse da informação” na implantação de sistemas integrados de gestão: um estudo de caso

O artigo apresenta a questão de conflito de poder causado pela descentralização da informação, no caso da implantação se um sistema integrado de gestão. Isto dado a sensação de distanciamento que os funcionários envolvidos passam a ter com a introdução de novas tecnologias em suas tarefas.
Os autores abordam como metodologia, as possíveis conseqüências, e desagrados, caso não haja acompanhamento na implantação de novos sistemas.
O foco do artigo baseia-se em estudo de caso de um Banco de Desenvolvimento brasileiro, após a utilização de sistemas de gestão. Discorrem sucinta e cronologicamente a evolução da informatização das organizações e o comportamento dos processos e sistemas de informações, descrevendo alguns conceitos e modelos.
Principalmente avaliam a dificuldade em generalizar o comportamento neste processo de mudanças, atribuindo à cultura organizacional estas diferenças. Em um confronto entre centralizar e descentralizar informações, o texto fortalece que há maior confiabilidade na informação quando esta se encontra em bancos de dados organizados para tomada de decisões. Atribuem também à centralização a agilidade da rapidez no acesso. Porém, no que diz respeito ao sigilo, a segurança da informação é fator de preocupação verificado no caso estudado.
O Sistema Integrado de Gestão de Atividades (SIGA) ao ser implantado causou além da resistência à mudança, retenção de informações, diminuição da interação entre o nível hierárquico intermediário e seus superiores entre outros problemas. Isto dado a falta de acompanhamento na fase de implantação, além da falta de estudo prévia sobre o ambiente organizacional do Banco.
Apesar de o cenário estudado apresentar fortes índicos de fracassos, os sistemas integrados têm dado às organizações a possibilidade da visão holística e gerenciamento dos recursos informacionais. Desta forma pode-se analisar com mais funcionalidade a estrutura da empresa relacionando os investimentos financeiros e do seu capital intelectual.
Sistemas integrados ou Enterprise Resource Planning (ERP), segundo Laudon e Laudon (2007, p. 52-53), resolvem os problemas de integração com a coleta de dados de vários processos de negócios, nas mais diversas áreas, e os armazena num repositório central único acelerando a comunicação, dando flexibilidade às respostas e eliminando sistemas redundantes.
Mesmo a preocupação quanto à segurança, esta ferramenta torna ágil os negócios com a organização dos seus processos internos, fundamental para empresas de grande porte.
Os modelos ultrapassados de gerenciar não cabem mais numa sociedade em que o conhecimento é dinâmico e se transforma em alta velocidade. Os exemplos de grandes empresas confirmam a elevação do grau de eficiência operacional que um sistema integrado pode proporcionar com inúmeras aplicabilidades de controle e decisões. Daí a falsa sensação de perda passa a dar lugar para a posse de um volume maior de informações que se relacionam e interagem suportados por sofwares apropriados.

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