terça-feira, 25 de agosto de 2009

Artigo: Dados, Informação, Conhecimento e Competência

Valdemar W.Setzer. Dados, Informação, Conhecimento and Competência. DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação - n. zero dez/99. Available at: http://www.dgz.org.br/dez99/F_I_art.htm.

Resenha de artigo
Por Helena F. G


O artigo define "dado" e caracteriza "informação", "conhecimento" e "competência", sendo que a conceituação de "competência" depende de dois fatores, levando a uma representação matricial, a "matriz de competências".
Dado é a seqüência de símbolos quantificados ou quantificáveis, como um texto mesmo que ininteligível (letras são símbolos quantificáveis), imagens, sons, animação. É uma entidade matemática puramente sintática podendo ser totalmente descrito através de representações formais. Podem ser ligados entre si e armazenados e processados por um computador.
Informação é uma abstração informal, não pode ser formalizada por teoria lógica ou matemática, representa algo significativo, como uma frase que significa algo para alguém. Não processamos informações, para isso a reduzimos a dados, sendo que armazenamos nas maquinas a representação da informação em forma de dados, pois dado é puramente sintático e informação contem semântica, significado impossível de introduzir em um computador, contrariando as equivocadas expressões "linguagem de programação", "memória", "inteligência artificial", já que sem semântica, computadores não pensam. Como exemplo desta diferença podemos usar uma tabela que se estiver em um idioma conhecido transmitira informações, se desconhecido serão meramente dados.
Conhecimento é algo subjetivo, está associado com a pragmática, relaciona-se com algo existente que temos experiência, sendo uma abstração interior, pessoal que requer vivencia do objeto do conhecimento. o significado da informação não pode ser processada, pois depende de quem a recebe, não podendo ser o conhecimento inserido em um computador.
Competência é a capacidade de executar uma tarefa, esta associada com atividade física, onde a pessoa competente demonstra a capacidade de executar uma determinada tarefa, não sendo apenas atividades mentais, interiores. Se associada a criatividade pode ser vinculada a liberdade, improvisando diferentes atividades no mesmo ambiente. Competência não pode ser descrita planamente, exige conhecimento e habilidade pessoal, não podendo ser introduzida em um computador.
As avaliações de competência podem ser usadas apenas como indicações superficiais devido aos seres humanos não serem entidades objetivas, devendo ser tratados com alguma subjetividade para não serem reduzidos à maquinas.
Um dado é puramente objetivo - não depende do seu usuário. A informação é objetiva-subjetiva no sentido que é descrita de uma forma objetiva (textos, figuras, etc.), mas seu significado é subjetivo, dependente do usuário. O conhecimento é puramente subjetivo – cada um tem a experiência de algo de uma forma diferente. A competência é subjetiva-objetiva, no sentido de ser uma característica puramente pessoal, mas cujos resultados podem ser verificados por qualquer um.
Há ainda as matrizes de competências, que definem diferentes graus de competência para cada habilidade, indicando em suas linhas a área de conhecimento e em suas colunas as várias habilidades aplicáveis àquela área; e ainda as matizes de cargo e de núcleo onde se uma certa competência é requerida, mas não existem profissionais que a possuam, outros com apenas conhecimento ou informação poderiam eventualmente ser aceitos. As matrizes de competência para cargos podem ser estendidas, de forma a representar em uma célula não apenas o grau requerido de competência, mas também um grau de importância de uma competência em certa habilidade ou área.
Pode-se considerar a aplicação de uma matriz de competência a um projeto, indicando quais as competências que a equipe deve ter para executá-lo. Se não existirem profissionais com as competências requeridas, alguém tenha sido capaz, em um projeto anterior de transformar suas informações ou conhecimentos em competência, é um forte candidato. Matrizes de competência são usadas para se contar as competências dos profissionais, analisando os profissionais que necessitam de treinamento e os que necessitam de participação em equipes p adquirir competência.
Uma empresa pode ser organizada com "centros de competência" (CCs). Isto significa que profissionais não são agrupados em departamentos ou divisões, mas em grupos de áreas de conhecimento afins; sendo necessárias caracterizações claras de informação, conhecimento e competência detidas pelos profissionais e seu levantamento para o estabelecimento e o funcionamento de um CC, otimizando a alocação dos recursos humanos, diminuindo o tempo ocioso e escolhendo as pessoas certas, com a necessária competência, para cada projeto ou função.
As matrizes representam as competências em forma de matrizes bidimensionais, agrupando as áreas de conhecimento em distintas matrizes de acordo com o conjunto de habilidades que se aplicam às distintas áreas. Representam, em síntese, uma sistematização dos currículos dos profissionais, em termos de competências, conhecimentos e informações por eles detidos, mas após a indicação, deve-se proceder a um exame dos currículos, a entrevistas, etc., a fim de complementar os dados com uma fase de análise subjetiva, necessária sempre que se lida com questões humanas.

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